esperei pelo pombo correio que traria a mensagem dizendo ele voltou, e quando chegasse eu finalmente conseguiria dormir na cama de novo. faz dias que meu colchao começou a dar insônia, já beira a décima manhã que desperto no sofá da sala com a coluna e o coração doendo. esperei pelo pombo correio que chegou mas não trouxe a mensagem certa, trouxe outra que dizia que ele se foi pra sempre. lágrimas quentes caem no meu copo de café frio e não consigo mais comer. só penso nele, que agonizou sozinho no asfalto quente do inverno bauruense e ainda está lá, só que agora com metade do corpo carcomido pelos ratos. o irônico é que era ele quem caçava ratos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Das saudades que eu tenho? Subir a rua Alabama e chegar na 17.

Hoje me apaixonei por você