Por aqui tudo me acontece pelo avesso, durmo de noite e passo os dias acordada, descanso em uma cama que não é minha olhando prum teto que não reconheço, dirijo pela cidade e não vejo ninguém (curiosamente me identifico sempre com os bêbados e mendigos). Uma sede arrebatadora me acordou essa manhã, já bebi doze copos de água desde então e a boca continua seca. A crise literária me pegou pelos pés e estive pendurada de ponta cabeça há horas. Essas palavras que escrevo não são minhas e não sou capaz de organizar direito os pensamentos. Tive frio e não houve cachaça que esquentasse, tive fome e poesia nenhuma me saciou. Julho me faz mal, logo faço vinte anos no lugar onde nasci, cresci e produzi, amei e morri. Tudo que consigo pensar é que merda!

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