Dia 12 é dia de receber 17 de pagar as contas entre eles apenas a mediocridade cotidiana 72 posições e nenhuma me conforta relampeja e não consigo dormir as costas doem 24h o peito apertado 36 a cama vazia o quarto gelado me falta afeto tomo chuva perco as chaves vezenquando perco o chão esquecer o almoço já está na agenda os joelhos roxos e a unha do pé preta entrei neste corpo agora mesmo ontem era um nada me concentro nas notÃcias do Senado mas meus dedos só sabem digitar desamor
Das saudades que eu tenho? Subir a rua Alabama e chegar na 17.
Recordo caminhar por uma Cidade do México fria, cinzenta e poluÃda, lábios secos e nariz sangrando. (Quase) nunca faltaram pés que aquecessem meus pés, mas lembro ir dormir muito tarde e acordar muito cedo pra uma cidade vazia e escura e insisto em acreditar que aquela tristeza que me dava te ver dormir tão manso enquanto me deixavas ir embora sem medo, diariamente, foi algum tipo de sinal. Das camas alheias a tua foi minha favorita. Outro dia vi que redecoraste a casa toda e aquela cama se foi em algum caminhão, e tive certeza de que nossa história nunca escrita já tinha perdido seu lugar: ele segue seu caminho pela avenida Revolución e eu fico aqui mesmo, pra pegar Patriotismo. (Nossas avenidas desde sempre nos indicavam caminhos opostos, desavisada nunca fui). Até hoje sorrio ao escutar as músicas que você me apresentou. Sempre te lembro cantando, igual aquele dia quando saà do banho e te espiei do corredor: violão na mão, cantando de olhos fechados, pra um público invisÃvel, minha...
que dialeto mais twitteriano!
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