do desamor.

querido, você é só silêncio, mas as palavras tuas contadas por bocas alheias são chutes no estômago, só te digo isso! o amor que escorria pelos meus póros todos deixou de ser um problema ultimamente, eu era só amor que escorria e você nunca quis nem um gole pra beber. a fonte secou, a última gota dei descarga junto com a menstruação deste mês, voltei a ser vazio e você continua silêncio, como minha gata letícia que derruba todos os discos da estante e nem olha pra trás fingindo não ter sido ela. talvez ela simplesmente não se importe. e eu com essa minha mania de auto-afirmação escrevo trinta vezes na parede que o amor não existe mas cada boca que você beija se não a minha me enfia uma faca por entre as costelas. e e eu berro todas as noites pro deus em quem nunca acreditei que já paguei meus pecados todos e que agora me deixe em paz, quero alforria de você e é um pedido tão simples, senhor.

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