O fato em questão é que eu e você e toda essa gente que circula insensÃvel por aà somos produtos de um admirável mundo novo onde falar em solidão agora é cafonice. Peço desculpas a você e a toda essa modernidade que não fuma mais maconha nem sabe nada sobre tristeza, mas baby, ela me inspira. Nunca acreditei muito no amor por nunca ter produzido palavras bonitas em meu teclado, que incoerência. Mas é isso e é assim, vivi sempre muito bem no meu ceticismo escrevendo sobre desamor obrigada, até que você apareceu pra me foder em todas as posições do kama sutra e não, não digo isso no bom sentido, então te falo uma coisa querido, só pra sair da garganta e depois volto a escrever sobre a solidão que permeia o fim de novembro: você destruiu o que eu era e por isso não tem o direito de simplesmente ir embora deixando teus restos pela minha casa e tuas cicatrizes pela minha pele. contenha-se, assim e fica. Se o mapa da tua vida indica o Sul, então me faz uma cópia da chave do teu quarto que já enjoei do calor que faz por aqui.
Demonstrando uma vez mais ser de insensibilidade e egoÃsmo excepcionais, me disse, como se proclamasse um elogio: "Você foi protagonista do meu ano". DO-MEU-A-NO. Ecoou. Calei. Me preservei. Se dissesse a verdade, ele ganharia de novo. Ele sempre ganhava. A verdade, aqui lhes conto sem medo, é que eu quis ele que fosse o grande protagonista da minha vida. Casar no Timbuktu, amar pra sempre, comprar móveis e o caralho a quatro. PARIR SEUS FILHOS, isso sim é um elogio, baby.