ode a partida
Se foi sorrateiro, exatamente como chegou. Não disse nada, nem fez reivindicação alguma. Esperei alguns dias, escrevi solidão pelas paredes, o coração doeu um pouco e certa vez juntei suas coisas e deixei na calçada. No dia seguinte já não estavam mais lá. Talvez de repente alguém me conte que viu seu corpo no asfalto, meio carcomido pelos ratos, naquela mesma época de seu desaparecimento.
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