da redenção

sinto necessidade de me redimir com o amor, viveremos juntos ainda e meu instinto de sobrevivência pede que eu faça dessa convivência no mínimo suportável. nunca fui dessas pessoas que se apaixonam todo dia e desde o primeiro beijo aos 12 anos vivi tentando fugir de qualquer coisa que pudesse ser maior que meu coração que custa a tornar-se adulto. mas não dá pra fugir do perigo e vez ou outra eu, que vivo andando sem olhar pro chão, tropeço sem querer no amor e a vida então se assemelha demais a uma noite de boemia. as ressacas no entanto, são das piores e só consigo matar a sede com um próximo copo de gim. grito ao léu promessas sobre não encher mais a cara nem me enganar outra vez pra depois lembrar das palavras de Caio: meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo.

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