pensei em todos os garotos com quem já dividi amanheceres frenéticos e quais deles me provaram verdadeiros parceiros de crime: os que acenderam meu trigésimo cigarro por saber que a única opção existente era sentar ao meu lado me ouvindo gritar (porque hoje o sono não vem), e quando o corpo já não aguenta ficar em pé deitaram ao meu lado em silêncio ignorando o medo do ar se acabar enquanto o coração parece querer sair pela boca. no dia seguinte ainda ali pra lembrar-me que a tristeza não existe e que a noite de fato valeu a pena. essa manhã me faltou parceria quando nada parecia real, e a culpa pelo crime levei sozinha. o sol atravessa minhas cortinas queimando a retina e sinto um câncer em meu pulmão crescendo por todo o corpo. pensamentos perversos e estórias inventadas pra recusar um convite de almoço. a primeira vez que nos sangram o nariz a gente nunca esquece.

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