com o velho tom de despeito, volto a escrever desamor
não sei em que momento um tão inocente mal-me-quer-bem-me-quer se transformou em roleta russa mas por ter sabido sempre que a arma estava carregada, não cabe a mim reclamar. o outono chegou como de costume, me quebrando as pernas e já está difÃcil encontrar eufemismos que façam nossa história mais bonita. nunca fui uma boa perdedora e por isso a necessidade desesperada de lavar tua porra do meu lençol, queimar as fotografias e matar as flores que, em uma coincidência que confundi com sinal, renasceram no meu jardim. tenho os olhos roxos e o coração feito merda mas quando as feridas cicatrizarem serei mais forte do que antes e entenderei que nem sempre vale a pena se jogar de cabeça, irresponsável é quem aposta tudo e esquece que tem tudo a perder.