Difícil não foi dizer adeus, mas sim limpá-lo de mim. Foram horas de água fervendo em tentativas frustradas de limpar sua saliva do meu pescoço, seus interiores de minhas entranhas, seus demônios da minha cabeça. E de repente estamos outra vez dormidos e despertos sob os mesmos lençóis, gritando pra vizinhança inteira ouvir que andamos outra vez dentro do outro e de repente tenho outra vez cigarros fumados pela metade no cinzeiro e uma camisa jogada no chão do quarto e sou eu outra vez cuspindo palavras inúteis pelas paredes e por todo o seu corpo. A tristeza que eu sinto não tem gabapentina nem fluoxetina que cure, bonito, nem promessas nem abraços, por mais apertados que sejam. É a tristeza de quem é deixado com um vazio que restos alheios não preenchem.

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