Quando chegar o dia de empacotar o coração num embrulho de jornal e guardar em seu bolso sem que ele perceba fingirei que não há nada de errado. Já fiz isso, sei com é. Lembro quando ele me abraçou, eu disse thank you hunny for everything, e ele não disse nada e eu senti sua dor mas não sei se sentiu a minha. A diferença é que a minha dor era mais branda, a dor de quem vai sempre é. Ele ficou. Peguei minhas malas e entrei no carro sem olhar pra trás. Monique olhou e disse que a cena foi tão triste. Nunca mais. Talvez tivesse sido melhor. Não conseguiria lidar com cartas ou emails vindo cada dia com menos frequência. Três meses depois Monique contou que o encontrou e ele estava com outra. Ela lhe passou meus contatos mas ele nunca ligou. Eu não ligaria. Não saberia como agir. Fantasiei por alguns meses nosso reencontro quatro anos depois e hoje, três anos depois ele é só o menino que fez de 2006 o que foi. E isso é triste.
Dessa vez ele, o menino que fez deste ano o que foi, me diz obrigada por tudo querida e eu toda dor. Dor de quem fica. Que é a pior. Mas finjo que não há nada de errado que é pra lembrar do meu sorriso.
Dessa vez ele, o menino que fez deste ano o que foi, me diz obrigada por tudo querida e eu toda dor. Dor de quem fica. Que é a pior. Mas finjo que não há nada de errado que é pra lembrar do meu sorriso.
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