eu acho que já te contei algo sobre beijar o céu, num guardanapo de papel, dizia a dedicatória do livro, que foi da minha estante empoeirada pra uma mala com destino ao méxico a outra estante empoeirada. vezenquando me lembrava dele, tirava da estante, abria, lia a dedicatória, acariciava, cheirava (confesso que um dia cheguei a abraçar) e guardava de volta pra devorar outro enrique serna na solidão do transporte público. tive medo de te encontrar pelas páginas se as lesse com atenção, da lembrança dos teus recados nos guardanapos de papel, da impressão recorrente de beijar o céu que me descreveste tão bem naquela manhã de fevereiro, lembra?

Comentários

  1. Lindo pois triste. Triste pois bonito.

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  2. Sua estante me parece uma Boa Estante!!

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  3. mas nao use o fato de ter abraçado como uma confissao. é mais como o registro de alguém em alguma coisa: e é lindo isso. gosto sempre de te ler porque parece que pode acabar a qualquer segundo e vir como uma estaca na gente, entende?

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