El otro dÃa me sugeriste volver a escribir. En vez de pensar pelotudeces, dijiste. Me encanta la palabra pelotudez. De las cosas que me encantan de vos, está tu argentinidad. Nunca decidà dejar de escribir, sabes? Pero probablemente mi inconsciente lo hizo, y lo hizo porque soy bien pinche miedosa. Para escribir hay que sentir un montón y a veces es más cómodo no sentir. AnsiolÃticos del alma, que te mantienen siempre a una temperatura promedia, el café nunca muy fuerte, el dulce de leche nunca muy dulce, las lágrimas nunca muy corrosivas. ¿Sabés?
Demonstrando uma vez mais ser de insensibilidade e egoÃsmo excepcionais, me disse, como se proclamasse um elogio: "Você foi protagonista do meu ano". DO-MEU-A-NO. Ecoou. Calei. Me preservei. Se dissesse a verdade, ele ganharia de novo. Ele sempre ganhava. A verdade, aqui lhes conto sem medo, é que eu quis ele que fosse o grande protagonista da minha vida. Casar no Timbuktu, amar pra sempre, comprar móveis e o caralho a quatro. PARIR SEUS FILHOS, isso sim é um elogio, baby.
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