O problema, meu bem, é que se eu for para a cama com um qualquer que venha a conhecer por aÃ, tudo o que tenho a ganhar é uma trepada incrÃvel, mas nem por isso vou me sentir mais mulher, não vou me sentir mais vadia e nem vou me sentir menos presa. Escrevo mil vezes na parede que o amor não existe, mas enquanto um qualquer que eu vim a conhecer por aà me come em dezoito posições eu percebo que falta alguma coisa... não chega a ser amor, mas quem sabe de repente uma dose mÃnima de cumplicidade?
Masoquista
Em uma interminável luta contra meu eu mais lúcido te procuro em toda parte e felizmente é sempre em vão. Na minha cabeça passam os trechos como um filme daquele filme que fizeste no Rio de Janeiro. Fecho os olhos e o sol se põe mil vezes na baÃa de Guanabara, meus cabelos ao vento e aquela luz tão melancólica. O som da tua risada não consigo esquecer. A voz é a primeira das lembranças a fugir, me contaram uma vez mas eu, mesmo tendo queimado há meses minha cópia do teu filme, quando fecho os olhos e vejo o sol se por em um loop infinito, ouço claramente o som da tua risada. Estive na Lapa outra vez semana passada, mas cruzei a ponte Rio-Niterói antes mesmo de nascer o dia, tive medo dos teus ecos. Me arrependi depois e busquei por todas partes aquele filme que fizeste. Era vontade de doer, eu acho. Continuo procurando restos nossos, vez ou outra. Por sorte, é forte o medo de procurar em teu presente, arriscar descobrir que tua felicidade hoje contrasta com a minha l...