contratempo é conhecer um homem que te faz pensar que talvez uma foda de fato é melhor quando se há ternura e a incongruência entre quem eu sou, quem deveria ser, quem quero ser e quem me forço a ser. eles dizem hay que bajar la intensidad mas de repente o segredo é saber levá-la, de repente o problema é que saio de casa com os objetivos errados. hay que cuidarte (do coração, da saúde e do dinheiro), prometi a ti que ia cuidar de mim mas não fiz. ultimamente os cigarros terminam em 8 segundos e a ressaca já não sei se é de fato etÃlica porque tem durado dias... conhecer seus amigos foi definitivamente mais interessante que qualquer outra parte da noite, mas fato é que se fomos tão claros sobre os rumos que querÃamos dar a nossa sexta-feira reclamações não serão aceitas. e acordar confusa procurando uma nota de quinhentos pesos desesperadamente sobre a mesa pela possibilidade de que estivemos os dois deveras equivocados. não deixou dinheiro nenhum e continuo eu sangrando pelos cantos, quero gritar pro mundo inteiro que sinto a sua falta e que é mais injusto que natural isso de as pessoas se encontrarem e se perderem, o corpo inteiro que dói quando passo pela tua estação de metro, buscar qualquer resto teu em outros lençois e o vazio de não encontrar nunca, o vazio de encontrar partes que afinal não formam o todo, o vazio de um orgasmo que não é seguido por teu abraço quente, o vazio de sujar tuas lembranças com a porra e o suor alheio. minha realidade é que tenho andado vazia sem ti, baby.
Masoquista
Em uma interminável luta contra meu eu mais lúcido te procuro em toda parte e felizmente é sempre em vão. Na minha cabeça passam os trechos como um filme daquele filme que fizeste no Rio de Janeiro. Fecho os olhos e o sol se põe mil vezes na baÃa de Guanabara, meus cabelos ao vento e aquela luz tão melancólica. O som da tua risada não consigo esquecer. A voz é a primeira das lembranças a fugir, me contaram uma vez mas eu, mesmo tendo queimado há meses minha cópia do teu filme, quando fecho os olhos e vejo o sol se por em um loop infinito, ouço claramente o som da tua risada. Estive na Lapa outra vez semana passada, mas cruzei a ponte Rio-Niterói antes mesmo de nascer o dia, tive medo dos teus ecos. Me arrependi depois e busquei por todas partes aquele filme que fizeste. Era vontade de doer, eu acho. Continuo procurando restos nossos, vez ou outra. Por sorte, é forte o medo de procurar em teu presente, arriscar descobrir que tua felicidade hoje contrasta com a minha l...
Surpresa receber um comentário seu, bela, mas que bom. Até porque é sempre bom lembrar que é preciso resistir. No final das contas, a gente curte tudo isso.
ResponderExcluirVocê tá bem?
Beijo!